sexta-feira, 12 de agosto de 2011

BARBACENA 220 ANOS!!!!





Estamos aqui, no meio da Serra, entre ipês floridos,
bem pertinho do céu.
Muitas ladeiras par ir e para voltar.
São 220 anos nos acolhendo, será que sabemos amar nossa terra?
Que nos acolheu sem nos perguntar coisa alguma, que tem um inverno cheio de neblina,
as quatro estações em um dia, o mais lindo por do sol.
Que a Lua alegre clarea nossas tardes, muito antes do Sol cair atrás das montanhas.
Que reisiste corajosa aos mandos e desmandos...
Sabemos amar? Você que nasceu aqui , ama?

Texto: Nieta Ede

sexta-feira, 29 de julho de 2011

MORRER É VOLTAR PARA CASA

Morrer é voltar para casa
Quando a morte chega, com sua bagagem de mistérios, traz junto divergências e indagações.
Afinal, quando os olhos se fecham para a luz, o coração silencia e a respiração cessa, terá morrido junto a essência humana?
Materialistas negam a continuação da vida. Mas os espiritualistas dizem que sim, a vida prossegue além da sepultura.
E eles têm razão. Há vida depois da morte. Vida plena, pujante, encantadora.
Prova disso? As evidências estão ao alcance de todos os que querem vê-las.
Basta olhar o rosto de um ser querido que faleceu e veremos claramente que falta algo: a alma já não mais está ali.
O Espírito deixou o corpo feito de nervos, sangue, ossos e músculos. Elevou-se para regiões diferentes, misteriosas, onde as leis que prevalecem são as criadas por Deus.
Como acreditar que somos um amontoado de células, se dentro de nós agita-se um universo de pensamentos e sensações?
Não. Nós não morreremos junto com o corpo. O organismo voltará à natureza - restituiremos à Terra os elementos que recebemos – mas o Espírito jamais terá fim.
Viveremos para sempre, em dimensões diferentes desta. Somos imortais. O sopro que nos anima não se apaga ao toque da morte.
Prova disso está nas mensagens de renovação que vemos em toda parte.
Ou você nunca notou as flores delicadas que nascem sobre as sepulturas? É a mensagem silenciosa da natureza, anunciando a continuidade da vida.
Para aquele que buscou viver com ética e amor, a morte é apenas o fim de um ciclo. A volta para casa.
Com a consciência pacificada, o coração em festa, o homem de bem fecha os olhos do corpo físico e abre as janelas da alma.
Do outro lado da vida, a multidão de seres amados o aguarda. Pais, irmãos, filhos ou avós – não importa.
Os parentes e amigos que morreram antes estarão lá, para abraços calorosos, beijos de saudade, sorrisos de reencontro.
Nesse dia, as lágrimas podem regar o solo dos túmulos e até respingar nas flores, mas haverá felicidade para o que se foi em paz.
Ele vai descobrir um mundo novo, há muito esquecido. Descobrirá que é amado e experimentará um amor poderoso e contagiante: o amor de Deus.
Depois daquele momento em que os olhos se fecharam no corpo material, uma voz ecoará na alma que acaba de deixar a Terra.
E dirá, suave: Vem, sê bem-vindo de volta à tua casa.
* * *
A morte tem merecido considerações de toda ordem, ao longo da estada do homem sobre a Terra.
É fenômeno orgânico inevitável porque a Lei Divina prescreve que tudo quanto nasce, morre.
A morte não é pois o fim, mas o momento do recomeço.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita.
Disponível no Cd Momento Espírita, v. 17, ed. Fep.
Em 28.10.2010.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

UM HOMEM CHAMADO JESUS

Um Homem chamado Jesus
Certa vez,
um Espírito Sublime deixou as estrelas,
revestiu-Se de um corpo humano e veio habitar entre os homens.

Porque fosse um exímio artista plástico, habituado a modelar as formas celestes, compondo astros e globos planetários, tomou da madeira bruta e deu-lhe formas úteis.

Durante anos,
de Suas mãos brotaram mesas e bancos,
onde amigos e irmãos se assentavam para repartir o pão.


Para receber os seus corpos cansados, ao final do dia,
Ele preparou camas confortáveis e,
porque amasse a todos os seres viventes,
não esqueceu de providenciar cochos e manjedouras
onde os animais pudessem vencer a fome.


Porque fosse artista de outras artes, certo dia deixou as ferramentas com que moldava a madeira
e partiu pelas estradas poeirentas.


Tomou do alaúde natural de um lago, em Genesaré, e ali teceu as mais belas canções.
Seu canto atraía crianças, velhos e moços. Vinham de todas as bandas.
A entonação de Sua voz calava o choro dos bebês e as dores arrefeciam nos corações das viúvas e dos
desamparados.


As harmonias que compunha
tinham o condão de secar lágrimas e sensibilizar corações endurecidos.

Como soubesse compor poemas de rara beleza,
subiu a um monte e
derramou versos de bem-aventuranças,
que enalteciam a misericórdia, a justiça e o perdão.

Porque Sua sensibilidade Se compadecia das dores da multidão, multiplicou pães e peixes,
saciando-lhe a fome física.

Delicado na postura, gentil no falar, por onde passava deixava impregnado o perfume de Sua presença.

Possuía tanto amor que o exalava de Si aos que O rodeassem.

Uma pobre mulher enferma
tocou-Lhe a barra do manto
e recebeu os fluidos curadores que lhe restituíram a saúde.

Dócil como um cordeiro, abraçou crianças, colocou-as em Seus joelhos e lhes falou do Pai que está nos céus, que veste a erva do campo e providencia alimento às aves cantantes.

Enérgico nos posicionamentos morais, usou da Sua voz para o discurso da honra,
defendendo o templo, a casa do Pai, dos que desejavam lesar o povo já por si sofrido e humilhado.

Enalteceu os pequenos e na Sua grandeza, atentava para detalhes mínimos.

Olhou para a figueira
e convidou um cobrador de impostos
a descer a fim de estar com Ele mais estreitamente.

Acreditavam que Ele tomaria um trono terrestre e governaria por anos, com justiça.

Ele preferiu penetrar os corações dos homens e viver na sua intimidade,
para que eles usufruíssem de paz e a tivessem em abundância.

Seu nome é Jesus,
o Amigo Divino
que permanece de braços abertos,
declamando os versos do Seu poema de amor:
Vinde a mim, vós todos que estais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei...


Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais do cap. 3 do livro Quem é o Cristo?, pelo Espírito Francisco de Paula Vítor, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Disponível no CD Momento Espírita Especial de Natal, v. 15, ed. Fep.
Em 25.07.2011.

terça-feira, 12 de julho de 2011

QUANDO OS FILHOS CRESCEM

Quando os filhos crescem...
Há um momento, na vida dos pais, em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro.
É paradoxal. Quando nascem, pequenos e frágeis, os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.
Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa.
Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais, nos finais de semana, nem férias compartilhadas em família.
Agora tudo é feito com os amigos.
Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos voos para além do ninho doméstico.
É o momento em que os pais se perguntam: Onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam, em suas batalhas imaginárias contra o mal?
As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria.
Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem, eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje, são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição.
A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica.
Ontem, estavam no banco de trás do automóvel; hoje, estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito.
É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.
Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela.
Tempos que não retornam, a não ser na figura dos netos, que nos compete esperar.
Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas.
Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos Espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos, para estar conosco.
Não economizemos abraços, carícias, atenções, porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro.
* * *
A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa.
A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos.
No dia-a-dia com os pais, os filhos aprendem que o ser humano, seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios.
Em essência, as crianças aprendem o que vivem.


Redação do Momento Espírita, com base no artigo Antes que elas cresçam, publicado na Revista Seleções Reader’s Digest, de setembro/98.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 1 e no CD Momento Espírita, v. 4, ed. Fep.
Em 12.07.2011.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

HONÓRIO ARMOND - PRÍNCIPE DOS POETAS MINEIROS!!!!!


Nancy Maria Mendes e Eliana scotti Muzzi - organizadoras da obra.

























INSÔN
IA


Lá fora a noite é enluarada e fria,
uivam molossos longamente à lua
e a tristeza glacial desta invernia
nos meus nervos de triste se insinua

E eu me ponho a pensar... Que nostalgia!
Que falta o sol me faz... que falta a sua...
E o vento zombador uiva e assobia
nos fios telegráficos da rua...

Nestas horas de angústia e de Incerteza,
tecidas de Luar, urdo e componho
previsões de futuro, às quais me afiz:
(
andar entre a aventrua e entre a surpresa,
viver entregue à Vida, ao léu do sonho
e ser, entre os mais felizes, infeliz...

Ler poemas de Honório Armond... só com vinho, vela, ao som de boa música!!!!!!

Fotos: lançamento do livro de Honório Armond







sábado, 11 de junho de 2011

LÁGRIMAS: PALAVRAS DA ALMA

Lágrimas: palavras da alma
Muitas vezes, na vida, vivenciamos situações em que a emoção é tamanha que nos faltam palavras para expressar nossos sentimentos.


Podemos considerar as lágrimas como as palavras de nossa alma.

Através delas, somos capazes de demonstrar incontáveis sentimentos.

As lágrimas, na maioria das situações, escorrem de nossos olhos sem que tenhamos controle sobre elas.

Em alguns momentos, elas contam histórias de dor, mas também têm na sua essência, algo de belo.

Quando elevamos o pensamento, sintonizando com a Espiritualidade maior, seja com nosso anjo protetor, com o amado amigo Jesus ou com Deus, sentimos os olhos marejados.

Observando a natureza, temos a oportunidade de presenciar alguns espetáculos que ela nos oferece.


Emocionamo-nos percebendo a grandeza e a perfeição Divina na presença de um pôr-do-sol, de uma queda d’água ou de um arco-íris.

Diante do nascimento de uma criança, somente as lágrimas são capazes de traduzir e qualificar a magnitude desse instante Divino.

Quando estamos sensíveis, por vezes carentes de alguma manifestação de afeto, um simples aperto de mão ou um afago carregado de amor é suficiente para provocar nossas lágrimas.

Quando deixamos que o som de uma música elevada alcance nosso coração, somos capazes de chorar de emoção, pois sentimos a alma tocada e acariciada por aquela doce e vibrante melodia.

Tanto a dor emocional quanto a dor física nos chegam sem pedir licença, ocupando espaço considerável em nossa alma e em nosso corpo.

Lágrimas são derramadas pela dor da partida de um ente querido, pela dor da ausência e da saudade,
pela dor do erro cometido e do arrependimento.

Ao constatarmos a dor do próximo, lágrimas jorram de nossos olhos.

Deparamo-nos com tantas carências, tantas necessidades não atendidas, enfermidades, privações e abandono.

* * *

Cada lágrima derramada tem seu significado. Seja ela vertida pela dor ou pela alegria,
nos diz que somos seres movidos pela emoção, capazes de exteriorizar os nossos sentimentos.

Demonstra que nos sensibilizamos em momentos simples e efêmeros, indicando que estamos sintonizados com o que há de belo na vida.

E, quando as lágrimas derramadas forem de dor, façamos com que o motivo que nos comove seja também o mesmo motivo que nos move.

Que o movimento seja no sentido da modificação íntima.

Que seja impulso para olhar a vida sobre um novo ângulo, para trabalhar em nós mesmos
a resignação, a paciência, a esperança, a fé e a confiança em Deus.
Redação do Momento Espírita.
Em 09.06.2011.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

DEUS EXISTE?


Deus existe?

A pergunta ainda baila na mente de muitas pessoas.


Criaturas que se dizem agnósticas,

descrentes de Deus.

Pessoas que têm ideias muito próprias a respeito da Criação, como se a harmonia que a tudo rege não nos dissesse, em altos brados, que uma ideia diretriz comanda o Universo.
Mas,
para quem tem olhos de ver,
basta um perpassar de vistas pela natureza
para concluir pela
existência desse Criador incriado,
perfeição inigualável.

Como se poderia,
de outra forma,
admirar os campos de lavanda,
perfumados e coloridos?


Quando se admira o arco-íris, já nos indagamos quem o traça de forma tão perfeita, nos céus?

Quem dobra as pétalas dos botões, que se abrem em corolas brilhantes?

Quem coloca música tão diversa no cantar das águas do rio manso,
da cachoeira altíssima, das cataratas volumosas?

Como admirar a pétala aveludada de uma rosa, sem se perguntar quem nela colocou tanta maciez?

Quem dispôs que,
no mesmo canteiro de jardim,
que recebe o mesmo sol,
a mesma chuva,
sementes minúsculas que,
por vezes até se assemelham,
confundindo o leigo,
se tenha resultado tão diverso?


Aqui as rosas apresentam seu brilho nas pétalas,
ali os cravos espalham perfume,
logo além as margaridas se exibem,
enquanto o vento as vai despetalando e murmurando:
bem-me- quer, mal-me-quer,
ela me ama, ela não me ama...


Quem estabelece a rota dos astros no infinito?
Quem determina que a gravidade nos mantenha presos ao planeta,
enquanto ele gira vertiginosamente no espaço,
em dois movimentos constantes,
de rotação e translação?


Quem explica isso? Leis. Leis universais. Mas quem as estatuiu? Quem estabeleceu a rota do sol, das estrelas, das galáxias que se movem no infinito?

Quem criou a lei
que determina se perpetuem
nossos traços em nossos descendentes?
E que, ao demais,
é regida por uma lei de amor em que,
quando as etnias se mesclam,
as raças se misturam,
novos e belos espécimes aparecem?


Quem definiu que duas minúsculas gotículas originassem um novo ser?

A tudo isso,
o vento responde,
a cascata faz eco
e os astros estribilham em coro:

Deus! Senhor dos mundos! Senhor do Universo.

Foi Deus que tudo criou, concebeu e não cessa de criar, surpreendendo o homem a cada passo.

O homem que,
estudando,
observando,
se dá conta de que quanto mais descobre,
menos sabe e mais há por descobrir.

O infindável mundo de Deus, sem fronteiras, em constante expansão.

Um mundo que se agiganta no espaço e se esconde no microcosmo.

Um mundo a ser estudado para que se louve o seu Criador.

Um Deus Pai que a cada dia engendra um espetáculo na aurora e outro no crepúsculo.

Um Deus de amor
que compõe sinfonias
nas águas que descem dos montes
e nos filetes que escorrem
quase ocultos por entre pequenos seixos.

Um Deus
que dedilha sinfonias
na cabeleira do arvoredo e murmura canções na pradaria...

Um Deus! Um Pai! Nosso Pai!


Redação do Momento Espírita.
Em 30.05.2011.
Foto: Nieta Ede - Barbacena - 2010