Deus é quem cura
Samuel Cristian Hahnemann.
Uma postura de verdadeiro sábio.
chegou a Paris e começou a clinicar,
embora o descrédito e o ataque de muitos dos seus colegas alopatas.
Foi então que a filha de Ernest Legouvé,
membro da Academia Francesa,
famoso escritor da época, adoeceu gravemente.
Era a derradeira lembrança que o pai amoroso desejava ter da filha que se despedia da vida.
executada com as emoções que se pode imaginar,
Duval fez ao pai uma pergunta nevrálgica:
por que o senhor não tenta uma experiência
com a nova medicina que tanto alvoroço tem feito?
Quando o viu, pareceu-lhe estar defronte a um personagem fantástico de contos infantis.
robusto e firme no andar,
envolvido em uma capa e
apoiado sobre uma bengala com castão de ouro.
Uma cabeça admirável,
cabelos brancos e sedosos,
lançados para trás e
cuidadosamente encaracolados em torno do pescoço.
sua boca imperiosa inquiriu
minuciosamente sobre o estado da menina.
pediu que transferissem
a enferma para um quarto arejado,
abrindo portas e janelas
para que ar e luz entrassem abundantes.
iniciou o tratamento.
Foram dez dias de expectativa e de tensão.
Finalmente,
a esperança se confirmou.
A menina estava salva.
Em reconhecimento pela salvação de sua filha,
apesar de muitos ainda afirmarem que
Hahnemann não passava de um charlatão,
Legouvé presenteou o médico
com o próprio quadro pintado por Duval.
O criador da Homeopatia a contemplou demoradamente,
tomou da pena e escreveu:
Mas não esquecem de que a inteligência lhes foi dada por Deus, de onde todos emanamos.
Contudo, a Ele cabem todas as bênçãos,
permitindo-nos,
na qualidade de irmãos uns dos outros,
atuar, agir, no grande concerto da criação.
Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Samuel Hahnemann.
Imagem: Samuel Hahnemann. internet.
